3/31/2009

Tantos Outros




Seja lá qual for o final
Tenho certeza plena do melhor
Aproveitei tudo o que desejei
Algumas coisas escaparam de mim
Mas no momento exato fui feliz
Procurei não brincar demasiadamente
no entanto, fui fiel a minha fidelidade
Não ousei causar dor
Apenas um dissabor
Como um outro qualquer ou
com um outro qualquer
Sem nome. Sem aspas. Apenas título
De uma história que não quis começar.

Para você

O vento insiste
Meu olho fecha
O cabelo insiste
E cade você?
O suor desliza
A perna enrijece
as mãos tremem
E você? Vem?
eu. Falo incessante
A descoberta da cena
Você. Esfinge
Enquanto, o amor, não vem.

3/16/2009

Perder ou não perder?

Primeiro à caneta
Depois o irreal

Sempre tento escrever
de forma a poder apagar
Mas aí vem a renúncia
de disperdiçar palavras

Se veio a mim, então é pra ser
É para dizer que além
tem alguém para entender
todo o detalhe cursivo
todo começo e fim do rabisco
e todo erro corrigido
Ou superado
Por isso, não uso o lápis
Apenas caneta
Pois não apaga os floreios mentais
Apenas tinge o papel
Com o que ousei transformar
em confissão.

2/20/2009

Aos amigos líderes de Torcida Organizada


A violência não tem pena
Pena que você não percebeu
Que as luzes se apagam ao final da cena
E o seu choro de dor é somente seu

Em dias quentes, você esgota a mente
Em algo que não lhe traz nada além
Do que a ira do que não ganhou
Do que espaço que separa o bem
Do que o sonho que não realizou

A violência é só uma cena
Para escapar da vida que se consumou
Como forte, sábio e capaz
Como Homem e nada mais.

Sua bandeira vermelha
(De sangue alheio)
não lhe da prova e nem poder
Com um escudo estampado no peito
Hoje é seu dia, hj vc vai morrer

Musica para o Preto Blues

Não se irrite assim
Não foi por mau
Não foi por mim

Foi quem de lá me trouxe o amor
E me levou a perdoar minha dor
Se é pra ser será. Se vai, não sei.
De tarde eu vou pra lá, pra ver se dá,
Pra ver se há amor

Vai ser bom pra mim
Você verá vai ter um sim
Será pra nós, pra vocês, pra mim
Algo mais novo, um simples fim

De amor de dois
De três se foi
Pra mim já deu
Se não por Deus!
Não vou.

Sobre o tempo


O mundo não para
Tantas coisas quero dizer
Os segredos que teimo esconder
para um mundo a fluir

É estranho ser um só
Quando todos fazem parte de tudo
Até mesmo quando a noite vem
E ser só desperta a mente

insistente hora passageira
Um minuto é um segundo
E assim ou vice-versa a vida vai
Preenchendo o dia e calando a noite

O mundo não para
Enquanto estou. Você vai.
Se vou ficar aqui?
Acho que só hoje.
Ou agora. Ou nunca.
O mundo não para
E muito menos espera

Será que vale a pena esperar
Será que vale a pena se importar
E logo depois se arrepender
E dizer que tem tempo

Pra quem vai

Como poeta posso dizer tudo.
Não preciso te mandar legendas e mapas
Entenda o que quiser
Palavras são enigmas decifráveis
Amor pode ser amordaçar
Saudades pode ser adeus
Queira entender o que se passa
Não julgue o calor da superfície
O núcleo, o centro, é sempre mais intenso
O que a alma quer, o corpo não perdoa
Reage. Como o lobo ao desejar a preza
Sol te resta fugir.
Sol lhe resta mentir.

Deixa pra depois

Deixa, pois
não vou mais brincar
Quero ir embora agora
Estou com sono e preciso dormir

Amanhã nascerá outro dia
Podemos até amanhecer
O sol é mais lindo na cor laranja
E o seu olho a brilhar

Saudades sim. Tristeza não.
Só olhar e mão; boca, não mais.
Preciso te dizer que quis
Ficar um mais ali

A ver o sol
Amarelo e só
Se pondo em mim
Para a noite vir
E dizer,
Vá ser feliz enfim

10/13/2008

QUIMERA

QUEM DERA SER DEUS
QUIMERA
QUALQUER COISA ENTÃO
QUE MERDA.
TODOS QUEREM ALGUMA COISA
E ESTE INSACIÁVEL QUERER
ME QUALIFICA
EM QUALQUER DROGA.
TODOS QUEREM SOMENTE UM PAPEL
QUERER É PODER.
QUIMERA
O QUE A IMAGINAÇÃO QUER?
O QUENTE CORPO?
A QUEDA DO REI?
QUALQUER UM?
AQUELE?
AQUELA?
ALGUNS AQUILO?
E O QUE,
VOCÊ VAI QUERER?
PODER NÃO É QUERER!
QUEIRA E
CONQUISTE!
QUIMERA

9/09/2008

Coisas 6

Me empresta teu amor
É só por um dia (prometo devolver)
O meu desencanto
Fez manchar o lírio
e para o meu desequilíbrio
O espinho ficou

Do amor

Olha meu amigo,
Não é possivel controlar o amor
É um olhar, é o falar
é o andar, é o deitar
é algo invisível
é a batida incessante da alma
é o descontrole total

Não é preciso pedir, nem recomendar
Vem de graça e tem um gosto bom
é um simples toque
As pontar dos dedos: agulhadas de desejo
é um fenômeno divinal
é o bem consumado. é bom. é vida

L.os A.ngeles

Se não é pra ser real
Me diga estão porque achei
Não procurei nada
Ando só. Solto no insulto.
Se não pode me sentir
Pra que deitar
Cê não pode mentir.
Cê não pode virar.

Aurora

Ao te olhar envolto aos teus sonhos
Fico pensando no que fazer quando você voltar
em qual parte do seu encanto quero deitar
qual tipo de carinho você vai gostar
O que irei falar quando ver teu olhar .
É tão te ter aqui.
Sentir de novo a pureza do teu sorriso
É sentir a brisa leve que sai do mar
Se é preciso morrer, quero que seja agora

Passado/Presente/Passado

Corro por todos os cantos
Pra fugir desse branco vazio
A solidão de dois
O perdão depois.
Os mesmos velhos e inacabáveis "Ois"
as esquinas marcadas pela cinza do teu vício
São referencias para o meu descontrole
Não posso mais, não sou capaz
De te esperar por anos luz
quero queimar a lembrança
esquecer tuas revelações
Tarjar as fotos
Esquecer você

Mais alguma coisa perdida

Procuro pensar
Pensar em formas de
Não pensar em você
Penso em gostar
De coisas que o gosto
Não lembram você
Mas, o cheiro vem
e me lembro do dia em que olhei
Pela primeira vez entendi
Como é bom amar a alma
do que imaginou ser para si

Restos de alguma coisa perdida nas notas F e G

Cheque, cheque, cheque e mate!
Mato o veneno num piscar de olhos
Não perca tempo, se não engorda, mate!
Pois o embate sempre continuará

Samba, swingue, soul. é o sistema sincopado
A alegria é a virtude do equilíbrio
Tomar um copo de cervejas com os amigos
Samba, swingue, soul. é o sistema incorporado
Não há promessas que conquiste o indivíduo
é Melhor a paz do que o confronto com o inimigo

Sobre o tempo

Só me resta sentar e pensar
que o tempo não passou pra mim
que o tempo não passou pra você
O vento ainda é o mesmo
que bateu em nossas curvas
agora flácidas de tanto sorrir

Meu rosto não mudou nada
ainda penso em mudar o mundo
mas nesses anos todos descobri
que o mundo tem seu próprio tempo
e eu não devo tentar obstruir

O silêncio, hoje, é minha melhor arma
Há muitas palavras para um ano 2000
Que representam o mesmo que já foi dito
As músicas mudaram o ritmo
E os jovens parecem querer sempre sentar
E esperar que alguém cante a canção certa

QUERÔ


Estou à margem e na imagem
Não posso lhe dizer que a tudo que vejo estou alheio
Sou mais um erógeno, estou no meio
Apenas finjo
E me comporto
Tentando não quebrar a cara e a carapuça que me vestem
Que não suporto
Que me embalo todo dia pra servir

Andando sempre. Cabeça ereta.
Alma ferida pelo que não consumi
Não sinto nada
São só meus olhos
Que despejam lágrimas pra não cuspir

Não tenho culpa
E também não sei de quem é a culpa
Se dos meus pais
Se de vocês
Ou se apenas o reflexo do medo de ser feliz

Mas cansei.
Sou só mais um
E este será meu fim
A mesma nota,
a mesma rota
O mais do mesmo
A espera do eterno sim

A procura do vento/a mercê do tempo/ eu remonto e invento/ pra não ter que pensar
A procura do tempo / a mercê do vento / e o grande momento / sempre está pra chegar

Sexo


No primeiro toque da boca
Sua língua enfatiza
o que quer consumar
O tocar pensante
O arder da mente
Somente a mão pra descarregar

Os dedos fecham
Pressão é forte
O vai e vem discreto
teima em acelerar

Então pára e vem
Pra mim também
Se somos quatro ou cem
Não vai importar

Somente aperte
E sente logo
O corpo é forte
Mas não vai aguentar

Por muito tempo
Sua carne crua
Falo incessantemente
A gozar

Dias e noites



Tem dias em que só espero a noite
Pra envolver você que bate na porta
Eu não misturo minhas emoções
Apenas peco pro não exigir mais de você

Não vai ficar
Não volto mais
Digo palavras que não param de me cercar
Sobre você
Você e eu
Um conjunto de peças que não se podem juntar

Quero controlar o tempo
Lhe dizer que passou, mas que tentei parar
Você pode dizer não ao terceiro
Ato feliz, sem nos complicar

Por isso, juro
Mas não confesso
Suas inverdades são puras
Mas não pra confiar
Me faço cego
Me ignoro
Quero beijar você e desacordar